domingo, 17 de maio de 2026

Construção colaborativa de um Framework Visual Digital

Na postagem que realizamos anteriormente (O design didático: mediação,intencionalidade pedagógica e construção colaborativa no PBL 9), aqui neste espaço de construção e compartilhamento de conhecimento, buscamos refletir sobre o design didático como um processo mediado pela intencionalidade pedagógica, pela colaboração e pela integração crítica das Tecnologias Digitais (TD) no processo de ensino e aprendizagem.

Como proposta, informamos no final do texto que estávamos trabalhando em grupo na construção de um Framework Visual Digital que contemplasse os elementos solicitados na segunda etapa do PBL 9.

Após as discussões realizadas a partir das leituras e reflexões teóricas, desenvolvemos um Framework Visual Digital atento aos objetivos de aprendizagem, aos perfis dos estudantes, aos critérios para seleção das tecnologias, às estratégias de avaliação, à acessibilidade, ao engajamento, à carga cognitiva e às limitações do design didático mediado por tecnologias.

Para a construção do framework, utilizamos o Canva, plataforma online e gratuita voltada ao design gráfico e à criação visual. A ferramenta possibilitou aos integrantes do grupo, (Débora, Diogo, Erasmo, Íris, Marcos e Ricardo), sistematizar, de maneira organizada e colaborativa, a construção, análise e avaliação dos elementos selecionados, favorecendo a articulação entre os referenciais teóricos estudados e a estrutura visual proposta para o framework.

Assim, segue a nossa construção coletiva.

Para uma melhor compreensão, o framework poderá ser acessado por meio do link https://canva.link/dvcyx9na1jdi4cd, possibilitando melhor visualização e navegação entre os elementos estruturais.

O framework foi elaborado a partir das reuniões online realizadas em grupo e das leituras desenvolvidas ao longo da semana, buscando articular dimensões pedagógicas, tecnológicas e metodológicas de maneira intencional e integrada.

Em sua organização, estruturamos elementos relacionados ao ponto de partida do planejamento didático, à formulação dos objetivos de aprendizagem, à identificação das necessidades, perfis e contextos dos estudantes, bem como à arquitetura da escolha das TD, considerando critérios de acessibilidade, interação, adequação ao contexto e participação ativa.

Além disso, o framework também contempla discussões relacionadas à estruturação da sequência da atividade, aos processos de preparação, exploração, categorização, síntese e co-construção do conhecimento, evidenciando a importância da mediação pedagógica no desenvolvimento de experiências de aprendizagem colaborativas e contextualizadas. As contribuições de Koehler, Mishra e Cain (2013), Coll e Monereo (2010), Rêgo e Lima (2010), Hayashi e Baranauskas (2013) e Posada (2015) contribuíram diretamente para a construção dessas reflexões.

A proposta visual procura evidenciar que a inserção das TD no contexto educacional não deve ocorrer apenas como transposição de práticas já existentes no meio físico para o meio digital, mas como possibilidade de ampliação da participação, da interação, da autoria digital, da colaboração e da construção significativa do conhecimento.

Nesse sentido, também buscamos contemplar aspectos relacionados à avaliação, ao feedback em tempo real, à autoavaliação, à coavaliação, aos riscos pedagógicos e cognitivos, à acessibilidade, à participação e às limitações estruturais envolvidas no design didático.

Por fim, a elaboração coletiva do framework reforçou a importância de um planejamento didático crítico e reflexivo, capaz de considerar diferentes contextos, perfis de aprendizagem e intencionalidades pedagógicas na integração das TD ao ensino.

 REFERÊNCIAS

COLL, César; MONEREO, Carles (orgs.). Parte II: Fatores e processos psicológicos envolvidos na aprendizagem virtual: um olhar construtivista. In: COLL, César; MONEREO, Carles (orgs.). Psicologia da educação virtual: aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010. p. 97-136. 

HAYASHI, E. C.S.; BARANAUSKAS, M. C. C. “Affectibility” and Design Workshops: Taking actions towards more sensible design. Proceedings of the 12th Brazilian Symposium on Human Factors in Computing Systems. Porto Alegre, 2013. p. 3-12. Disponível em: https://dl.acm.org/doi/epdf/10.5555/2577101.2577106. Acesso em: 12. maio.2026. 

KOEHLER, M. J.; MISHRA, P.; CAIN, W. What is Technological Pedagogical Content Knowledge (TPACK)? Journal of Education, 2013. Disponível em: https://www.matt-koehler.com/publications/Koehler_et_al_2013.pdf. Acesso em: 12. maio.2026.

RÊGO, Luciane Borges do; LIMA, Maria Vitória Ribas de Oliveira. Didática. Recife: Editora da Universidade de Pernambuco (UPE), 2010. p. 44. Disponível em:http://educapes.capes.gov.br/bitstream/capes/204082/2/Livro%20Didatica.pdf. Acesso em: 12. maio. 2026.


Um comentário:

  1. Olá Marcos. Como elaborar as leituras e desenvolver este framework dialoga com sua tese?

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